Sobre a Repactuação

A vitória da repactuação quilombola representa muito mais do que um acordo formal — ela simboliza resistência, união e o reconhecimento de uma história construída com luta e dignidade.
Após anos de desafios, diálogo e mobilização, a comunidade quilombola reafirma seu lugar, seus direitos e sua identidade. Esse momento marca um novo capítulo, onde o respeito à ancestralidade se encontra com a construção de um futuro mais justo e sustentável.
A repactuação não é apenas um documento, mas um compromisso coletivo. Um compromisso com a terra, com a cultura, com as próximas gerações e com a preservação de um legado que nunca deixou de existir, mesmo diante das adversidades.
Essa conquista é fruto da força de um povo que nunca se calou, que transformou dificuldades em resistência e que segue avançando com coragem e consciência.
Hoje, celebramos não só uma vitória jurídica ou institucional, mas uma vitória histórica. Uma vitória do território, da memória e da identidade quilombola.












PRÊMIO BENEDITO MEIA LÉGUA
Governo do Estado, por meio da Secretaria de Direitos Humanos (SEDH), realizou nessa quarta-feira (20), Dia da Consciência Negra, a cerimônia de premiação da 3ª edição do Prêmio Benedito Meia Légua. Foram homenageados sete personalidades negras que se destacam ou se destacaram, na luta quilombola e na promoção da igualdade racial. A cerimônia aconteceu no Salão São Benedito, em São Mateus.
A secretária de Estado de Direitos Humanos, Nara Borgo, destacou a importância da premiação que conta com apoio da sociedade civil na indicação. “O Governo do Estado, por meio desta premiação, reconhece as personalidades que atuam de diferentes formas para que nossa sociedade seja mais justa, igualitária e, principalmente, antirracista", afirmou.
A cerimônia contou também com a presença da secretária municipal de Cultura de São Mateus, Domingas dos Santos Dealdina; da presidente do Conselho Estadual de Promoção de Igualdade Racial do Estado (CEPIR) e gerente de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (CEPIR) da SEDH, Edineia Conceição de Oliveira; Adilson Alves dos Santos, vice-presidente do CEPIR, e da fundadora do Movimento Consciência Negra de São Mateus, Luzia Alves Santos.
Walkimar Bispo Rodrigues – Foi um dos precursores no reconhecimento da Comunidade de Povoação do Rio Doce Foz, que aconteceu no dia 5 de agosto de 2024. Iniciou a pesquisa de suas origens e fez o levantamento de tronco quilombola no Distrito de Povoação do Rio Doce Foz e devido a esse levantamento descobriu que muitos moradores do local eram parentes de escravos e quilombolas.




Nossa história viva
A Associação Quilombola de Povoação preserva tradições e fortalece nossa cultura com orgulho e dedicação.
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